segunda-feira, setembro 20, 2010
quinta-feira, agosto 19, 2010
Anjos ou Demônios
segunda-feira, julho 05, 2010
Copa 2010
Brasilino acordou cedo, pois tinha um compromisso com seus velhos amigos. O mesmo compromisso de muitos anos, uma caçada em grupo.
Todos sairiam do mesmo lugar, a fazenda de um dos amigos de Brasilino, mas antes teriam de escolher seus cachorros.
Brasilino já participava dessa caçada anual há muito tempo e sempre usava o mesmo cachorro. Quando chegou no canil, Brasilino encontrou seu cachorro de sempre, mas ele estava muito velho.
O velho cachorro de Brasilino estava cego de um olho, quase não tinha dentes na boca e arrastava de uma perna, o que fazia com que ele se movesse ainda mais lentamente do que impunha o peso de sua idade.
Existiam muitos cachorros disponíveis para a caçada. Cada caçador escolheu o seu cachorro e todos levaram o que achavam o mais esperto, o mais forte.
Brasilino, pensando em todas as boas caçadas que vivera com seu velho companheiro, escolheu o velho cachorro para acompanhá-lo. Escolheu baseado na amizade, no companheirismo e na confiança que sempre tivera no amigo.
Ao final da caçada, todos voltaram com algum troféu, menos Brasilino que voltou de mãos vazias.
Os amigos de Brasilino riam e se divertiam. Um deles falou: “Brasilino, você foi o único que não trouxe nada”. Brasilino respondeu: “meu cachorro era muito velho e lento, além disso, não tinha mais dentes, mesmo a caça morta, ele não conseguia segurar”.
“Mas Brasilino” – retrucou um amigo – “havia muitos cachorros no canil, porque você foi escolher logo este?”.
Brasilino respondeu que estava muito honrado de trabalhar com aquele cachorro, que agradecia a confiança de todos e que tinha a sensação do dever cumprido.
Um outro amigo falou ainda: “então tá, Brasilino, agora não reclama de não ter trazido nem um Ganso para contar a história”.
Brasilino respondeu em voz baixa: “mas tu é um puta cagão”.
Moral da História: Se quiser uma fábula bem escrita, vá ler Esopo!
quinta-feira, maio 13, 2010
Crendice? Quem disse?
Eu sou um espírito prático. Apesar de ter minha fé, e de me considerar um homem de fé, sou essencialmente um cético. Porém, e essas afirmações categóricas trazem sempre um “porém”, sou forçado a admitir que existe algo de sobrenatural no futebol.
Acompanhando o “Time da Moda”, tenho feito várias descobertas nessa arte inesgotável das quatro linhas. No embate de ontem contra o Grêmio, pude constatar uma dessas forças inexplicáveis que regem o futebol. O time do sul é formado por muitos ex-jogadores do São Paulo, equipe que, apesar de todas as suas conquistas, tem fama de não ser de muita raça, coloquemos assim. Mesmo desconsiderando as brincadeiras dos torcedores de outros times do estado, e até do país, temos que admitir que outras características descrevem melhor o bom futebol do tricolor paulista.
Já o Grêmio, este é conhecido pelo espírito guerreiro, como o time que nunca desiste e que luta até o último minuto com empenho desmedido. Ontem, mais uma vez foi assim; saindo de um resultado adverso, os tricolores sulistas viraram o jogo dentro da filosofia do clube.
Sabendo que no futebol moderno os times mudam muito de um ano para o outro, bem como seus técnicos, e considerando que muitos jogadores do Grêmio vieram da equipe do São Paulo, como explicar essa raça, essa força, essa transformação? Eu explico: é a camisa, são as cores, é mágica.
Muita gente vai criticar essa minha teoria, se eu tiver sorte (?) de ser lido por muita gente, mas é a única justificativa que encontro para esse tipo de fenômeno no futebol. Para os mais cético que eu, deixo aqui uma pequena citação: “eu não acredito em bruxas, mas...”.
sexta-feira, maio 07, 2010
Novas Contratações do São Paulo
O São Paulo demonstrou interesse na contratação do atacante Zlatan Ibrahimovic e do zagueiro Gerard Pique depois da última atuação da dupla no estacionamento do seu atual clube, o Barcelona. Os craques podem ajudar a equipe a reforçar sua imagem de time moderno e arrojado, além de tornar o elenco ainda mais unido.
domingo, abril 18, 2010
Hoje é domingo!
Hoje é domingo!
Eu sei que tem gente que não gosta de domingos, mas são aqueles que sofrem de véspera pensando na segunda-feira. Para muitos, o domingo é dia de folga, dia de se esforçar como não se faz nos dias úteis, mas com a única e lícita intenção de se divertir.
Eu sei que tem gente que não abre mão de um bom programa só por causa de futebol. Eu mesmo jamais dispensaria um convite de trigêmeas suecas, deusas da beleza com seios anti-gravitacionais, para uma partida de dominó numa hidromassagem cheia de Stella Artois ao som do clássico “Músicas para Ouvir Amando”. Mas tem gente que se prepara com muita antecedência para que não falte nada no momento do espetáculo. Alguns negociam a semana toda com as esposas, assistindo novela, “Uma Linda Mulher” e todo tipo de mazela feminina só para ficar com o controle remoto da TV no domingo. Isso quando não podem abandonar o aconchego do lar para ir enfrentar engarrafamento, intempérie, empurra-empurra e cerveja quente para ver o jogo no estádio.
Hoje é domingo de finais e eu já paguei minha cota de privações, exposições, humilhações e submissões. Já preparei tudo, comprei a cerveja e o tira-gosto, conquistei o privilégio do controle remoto e desliguei o celular (para o caso das trigêmeas tentarem me ligar).
Hoje é domingo! Domingo de futebol!
quinta-feira, abril 15, 2010
Meu Sonho
Todos temos sonhos, uns mais humildes, outros mais extravagantes, mas todos alimentamos desejos, secretos ou não, nos momentos de ociosidade, angústia ou devaneio. Quem nunca parou e ficou imaginando como seria se o seu desejo fosse realizado? Quem nunca se estendeu nesses deliciosos pensamentos dando asas à imaginação?
Existem sonhos possíveis, ainda que improváveis, como ficar rico com o trabalho honesto ou comer a Camila Pitanga, e existem os sonhos impossíveis como a Paz Mundial ou uma garrafa inquebrável que produza cerveja gelada e inesgotável de diferentes tipos (isso é um sonho!). O bom do sonho não é se ele é possível ou não. O bom do sonho é sonhar.
Outra coisa boa no sonho é a Infidelidade Onírica. Podemos sonhar com coisas diferentes sempre que quisermos, sempre que nosso gosto mudar ou quando aparecerem atrizes mais gostosas. Não estamos presos a um sonho só. Cada dia podemos ter um sonho diferente, podemos atualizar nossos desejos.
Hoje eu tenho um sonho. Ele não está na categoria dos impossíveis, mas deve estar entre os mais improváveis. Eu queria ver esse time do Santos jogando contra o Barcelona na Vila Belmiro. Eu naquele camarote que é quase dentro do campo tomando muita cerveja e vendo, no fim do segundo tempo, Neymar fazer um gol de bunda e fechar o placar em dez a nove para os “Meninos da Vila”.
Hoje esse é o meu sonho.
quarta-feira, março 03, 2010
De como eu descobri que sou gordinho - Parte II
Claro que a mudança de vida interferiu nessa transformação. Eu não estava mais na escola, ou seja, já não praticava esporte todos os dias, além de trabalhar sentado na frente do computador, mas o fator principal, o maior culpado, o verdadeiro vilão foi o casamento. Minha esposa é uma excelente cozinheira e eu descobri que o que engorda de fato é ela. O que engorda é Mara. Além dos maravilhosos pratos que faz, ela não me deixa levantar nem para pegar a cerveja, o que elimina o exercício físico da minha rotina. Por isso, em poucos anos de convívio eu quase dobrei meu peso.
É claro que eu não estava nem aí. Aliás, eu me olhava no espelho e só me enxergava fortão. Claro que tinha uma barriguinha, mas não era nada de mais. Eu não era mais um magricela, agora eu era forte. O espelho me mostrava isso.
Certo dia, num desses babas organizados pelos colegas de trabalho, meu time conseguiu uma escanteio. Eu, artilheiro matador nato, me posicionei na área para receber a bola, quando escutei um grito "DEIXA QUE EU MARCO O GORDINHO". Tudo bem, até o cara que gritou vir para o meu lado, e foi aí que eu descobri a verdade: o gordinho era eu!
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Quem ganhou?
É incrível como a imprensa esportiva não consegue deixar de lado velhos preconceitos. É claro que os times grandes são favoritos, mas a Copa do Brasil é a verdadeira festa do futebol brasileiro. Times pequenos e até mesmo desconhecidos de todas as partes do país vivem seu momento de glória ao enfrentar times de tradição. Agora imagine se um desses times ganha, como no caso do São Raimundo. É preciso dar valor a conquista destes "timinhos", afinal, o sonho do futebol não pode ficar restrito às capitais ou a quem tem dinheiro. Por isso os campeonatos estaduais são tão importantes. Eles mantêm acesa a paixão pelo futebol através da proximidade. Ele cria heróis anônimos que o Brasil esquecerá no dia seguinte, mas que estarão para sempre imortalizados na foto do time pregada nos botecos da cidade. O futebol é a arte do povo, por isso, como diz a canção: "todo artista tem de ir aonde o povo está". O futebol do dinheiro deve isso aos pequenos.
Parabéns ao São raimundo e a todos os "pequenos" que disputam o melhor campeonato do Brasil, o mais emocionante, o mais democrático, o mais curioso e rico culturalmente. Parabéns não só por enfrentar os grandes de igual para igual, mas por mostrar para os brasileiros o tamanho e a diversidade desse país que não se conhece e, muitas vezes, não se respeita. Afinal, como diz uma outra canção: "ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil, não fazer desse lugar um bom país".
terça-feira, maio 05, 2009
Baianão 2009
Sei que já é notícia velha, mas como esse não é um blog de notícias, reservo-me o direito de fazer um comentário sobre um dos melhores campeonatos baianos desde o tempo em que todas as finais eram em porto seguro e a platéia via mais ou menos quarenta e cinco bolas em campo.
Apesar de alguns lances esporádicos que nos remetiam (no bom sentido) ao popular esporte praticado no sul do Brasil, o campeonato baiano de futebol deixou todas as emoções para a grande final. Ninguém pode reclamar. Neste ano, o baiano teve tudo aquilo que mais gosta junto com a partida (talvez para fazer valer o ingresso): a imprevisibilidade dos dois times disputando para ver quem era o pior, troca de socos e pontapés ao final da partida no melhor espírito carnavalesco e muito tempero por conta da pimenta!
Aliás, diria até que o nosso campeonato foi o melhor do país, já que nosso regionalismo nos tornou universais. O espetáculo da final no Barradão deve ter agradado todo brasileiro que sofre com a crise, as passagens aéreas e a gripe. Afinal, para um povo tão sofrido, ver o spray nos olhos dos outros deve ter sido um ótimo refresco.


