segunda-feira, agosto 25, 2008

57 - Terror


Depois da guerra, ele decidiu não viver mais entre os homens. Fugiu de todos e foi morar nas cavernas distantes apenas com as terríveis lembranças de tudo que passou. Esteve à beira da morte antes de aprender o que poderia comer. Frutas, raízes, cascas de árvores e até insetos faziam parte da sua dieta, o que muitas vezes lhe causou alucinações que traziam de volta tudo o que queria esquecer. Porém, de todos os sofrimentos que a vida lhe reservara, aquela era a visão mais horrenda que jamais imaginara.

segunda-feira, julho 07, 2008

terça-feira, junho 24, 2008

55 - Experiência


Peço desculpas aos milhares de fãs desse blog que deixaram milhares de comentários reclamando da demora nas postagens. Andei um pouco desestimulado mesmo, mas volto com novidades.

Essa é minha primeira experiência com a tablet. Ficou um pouco diferente do que faço, mas tive uma redução considerável na hora de finalizar o desenho. Precisei parar as experiências por cauda das festas juninas, mas assim que o trabalho chato der uma trégua, volto para o trabalho divertido.



quinta-feira, maio 29, 2008

54 - O Circo


Chamar aquela porcaria de lona de tenda ou circo já era uma palhaçada. Somente as crianças poderiam se entusiasmar diante daquela pobreza, o que dava alguma credibilidade ao mágico.

terça-feira, maio 27, 2008

Ataque dos Sonhos


Dizem que quando uma pessoa se especializa em uma matéria, acaba ficando um pouco alienada em outros campos. Acho que isso pode ter um fundo de verdade. Basta observar os grandes mestres do xadrez que não servem para nada que não envolva o jogo. Ainda nos esportes, cito Ronaldinho como o Fenômeno da Especialização, porque, se dentro de campo é um goleador, longe dele só dá bola fora.

Mas não estou aqui para condenar o “pobre” Ronaldo, afinal um cara que só sabe jogar futebol e se contunde fica desesperado para bater uma bolinha. Muito compreensível.

O que podemos questionar, com toda justiça, é a escalação do Fenômeno. Montou uma frente com três atacantes liderada por Andréa, que mostrou que faz jus ao agressivo esquema tático escolhido.

Como cada brasileiro é um técnico, eu proponho que vocês deixem a escalação do Trio de Ataque dos Sonhos nos comentários desta postagem. Vale chamar qualquer uma, mesmo que já tenha sido citada, por isso, quem quiser reforçar seu time com a atacante da vez, Andréa, fique muito à vontade.

terça-feira, abril 29, 2008

Trabalho por Lazer





Uma das poucas oportunidades de trabalho com ilustração. Essas foram para um projeto de conclusão de curso do pessoal de Publicidade. Eu gostei muito de fazer, porque embora a idéia tenha vindo bem definida, eu tive um pouco de liberdade. Além do mais, é ótimo quando o cliente aprova de primeira sem mudar nada...

segunda-feira, março 31, 2008

Se eles podem...


Eu fiquei algum tempo sem atualizar o blog por alguns motivos. Primeiro porque as postagens aqui são essencialmente de ilustrações e eu não tinha tempo de desenhar, e segundo porque eu comecei a achar um tanto pretensioso escrever quando não tenho nada de importante para dizer. Gosto de dar minha opinião sobre assuntos que eu acabo refletindo no dia a dia, mas sei que o que eu penso não é relevante. Acabei decidindo escrever, coisa que gosto tanto quanto desenhar, por causa do incentivo de alguns amigos, principalmente do meu colega blogueiro Pablo, e porque eu cheguei a conclusão que não obrigo ninguém a ler minhas coisas.

Um outro fator que eu nem queria citar aqui é o fato de ouvir centenas de besteiras todos os dias na imprensa. Não estou falando do “show de notícias” que Dona Lia acompanha no rádio AM, mas de grandes veículos de comunicação como a “todapoderosa” Globo. Tanto quanto errar, falar besteira é humano. Não pensem que dou muita importância para as coisas que escrevo aqui, digamos que eu apenas diminuí o controle auto-crítico e me liberei um pouquinho.

Dentre muitas besteiras que escutei recentemente, uma me fez querer comentar. Foi uma “eco-besteira”. Deixa eu adiantar logo que sou um ativista ecológico enrustido e acho a preocupação com o meio ambiente coisa séria e de primeira importância. O que eu realmente não gosto é da tribo dos ecologistas. E nem é só com eles que eu tenho este preconceito. Durante um curto e divertido período da minha vida eu tentei surfar e posso dizer que a tribo dos surfistas também é um saco. Não falo de todos eles, claro. Conheci três surfistas chamados Marcelo que são super legais e saem do estereótipo cabeça de parafina e sanduíche natural. Não sei se para ser surfista e gente boa tem que se chamar Marcelo, mas a coincidência merecia registro.

Mesmo no meu novo hobby, o xadrez, eu tenho essa rejeição tribal. Também, os enxadristas são normalmente vaidosos e competitivos, no mal sentido da palavra. Parece que esse grande esporte é uma patologia cujos sintomas são: convencimento, arrogância e impertinência, além daquele olhar parado, expressão angustiada e inúmeros trejeitos que acompanham o momento do jogo.

Voltando à imbecilidade que ouvi na Globo, um programa jornalístico dizia que, se continuarmos depredando o planeta, em alguns anos, uma parte da população mundial não terá o que comer nem onde morar. Depois de ouvir uma cretinice dessas, tive certeza que nem mesmo meu precário português deveria me inibir de escrever o que eu quiser. É como eu disse no começo: não obrigo ninguém a ler o que escrevo. No máximo peço.

quinta-feira, março 27, 2008

Brasil 1 X 0 Suécia


Um jogo gostoso de ver. A cerveja escura tem um gosto mais suave e combina muito bem com o salame. Já a cerveja do tipo Abadia é muito saborosa, com uma lindíssima coloração avermelhada e combina muito bem com cogumelos e queijo minas (bem salgadinho).

Como ainda não tenho condições de beber essas maravilhas durante os noventa minutos, condições financeiras, entenda-se, porque fisicamente beberia até cento e oitenta minutos sem intervalos, para o segundo tempo reservei a tradicional cerveja pilsen que gosto de combinar com peperoni.

E desta forma, diverti-me mesmo acompanhando aquele jogo árido. A única coisa digna de nota foi o golaço feito na sorte e que definiu a partida, grande desvantagem do xadrez em relação ao futebol.

terça-feira, março 25, 2008

Reler



Quem termina de ler um livro cumpriu o fundamental estágio para fruição do mesmo. Feito o primeiro contato e apresentações, é hora de ler de verdade, ou seja, reler.

Não estou falando aqui de ler com certa idade e experiência de vida e, anos depois, tornar ao livro para repensá-lo. Realmente acredito que os livros foram feitos para serem relidos, alguns duas, três, muitas vezes. Claro que não me refiro a qualquer livro. Sei de alguns que não devem ser abertos uma única vez. Outros há que merecem, ao menos, serem lidos e esquecidos, mas os grandes devem ser revistos e não por obrigação, mas porque as descobertas começam a acontecer quando já sabemos de tudo.

Já reli muitos livros. A sensação é sempre a mesma quando os livros são sempre bons: prazer, revelação, entendimento e admiração. Foi assim com o último livro que reli: Dom Casmurro.

Acho este livro uma obra-prima, mas não vou chover no molhado. Quem quiser a crítica, pode recorrer a qualquer livro didático, o que eu quero mesmo é citá-lo como exemplo para tudo que eu disse sobre releitura.

Asseguro que não é chato e garanto que vale a pena. Alguns vão alegar que é melhor ler um outro grande livro e não perder tempo. Eu já pensei assim, mas agora separo sempre um tempinho para rever velhos amigos.

quarta-feira, março 12, 2008

Um Especialista


O comendador falara com um ardor desusado nele; acalorara-se e se entusiasmara deveras, a ponto de haver na sua fisionomia estranhas mutações. Por todo ele havia um aspecto de suíno, cheio de lascívia, inebriado de gozo. Os olhos arredondaram-se e diminuíram; os lábios se haviam apertado fortemente e impelidos para diante se juntavam ao jeito de um focinho; o rosto destilava gordura; e, ajudado isso pelo seu físico, tudo nele era de um colossal suíno.

Lima Barreto - Um Especialista

sábado, janeiro 05, 2008

domingo, novembro 18, 2007

Contos de Horror do Século XIX





Este é o livro que eu estou lendo com o marcador que eu fiz. Essa coleção da Companhia das Letras é muito interessante, tanto pelos títulos quanto pelo design. As capas são todas feitas a mão, inclusive a marca da editora, como se fossem rascunhos ou projetos bem detalhados que não foram para arte final.

A seleção de contos é excelente e a gente fica conhecendo um pouco de muitos autores, além das surpresas de ver gênios que se consagraram em outros gêneros transitando neste campo do horror, como é o caso de Júlio Verne. Destaco ainda os contos O Rapa Carniça, de Stevenson, e a Mão do Macaco, de Jacobs.

Para quem gostou do marcador, fique à vontade para fazer o download aqui.



domingo, novembro 04, 2007

domingo, outubro 28, 2007

Walking Blues





Eu adoro música e estou na fase do jazz, embora esse desenho seja um blues.




domingo, outubro 14, 2007

Espírito Esportivo



Que o futebol virou um grande negócio, os times empresas e os jogadores mercenários todo mundo já sabe. Que já não existe mais amor à camisa, que os dribles e jogadas geniais que empolgavam os torcedores viraram “provocação” e isso transformou o mais popular esporte do mundo numa apresentação entediante de preparo físico e objetividade todo mundo também sabe. Mas a grande novidade da destruição do futebol como entretenimento ficou por parte das torcidas.

Recentemente fique muito surpreso com a manifestação de algumas torcidas (acho que a do Botafogo e a do Corinthians) que invadiram o treino para agredir jogadores e técnicos exigindo melhores resultados. Eu já achava um absurdo as pessoas ficarem revoltadas com a derrota dos seus times, mas essas demonstrações dos últimos tempos superam tudo.

É claro que num jogo que não termine empatado, alguém perderá. O torcedor que vai para o estádio hoje se acha no direito de sair com a vitória, desconsiderando que na outra torcida também existe alguém que pagou o ingresso. Quem tem mais direito?

O absurdo é tão grande que até mesmo pessoas de dentro do esporte, como técnicos e jogadores, declaram publicamente que o torcedor tem direito de cobrar do time, desde que pacificamente. Claro que não temos muitos jogadores conhecidos por suas grandes idéias ou declarações coerentes, mas o único direito que o torcedor tem é de sentar no lugar marcado e esperar que seu time faça o possível (dentro do espírito esportivo) para sair com um bom resultado. E só.

Um bom exemplo de espírito esportivo é o da seleção brasileira feminina de futebol. Elas perderam, mas jogaram bem e não foram criticadas pelo segundo lugar. É assim que deve ser. Amor ao clube é sair do estádio satisfeito por ter participado do espetáculo do futebol e se preparar para mais uma semana de trabalho, doido para que chegue o domingo de novo.

Vivemos numa época onde valorizam o esporte como disciplinador e formador de gerações mais cidadãs, mas o verdadeiro espírito esportivo é pouco discutido. A medalha de ouro olímpica é supervalorizada, ninguém se lembra do terceiro e quarto lugares e se um juiz se engana ou até mesmo age de má fé interferindo no resultado só quem se importa é a parte derrotada.

A verdade é que todos perdemos quando o espírito esportivo não entra em campo.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Nu sobre Almofadas

 


Meu blog estava entregue às traças, por isso resolvi tomar atitudes drásticas. Pensei muito no que poderia fazer para aumentar as visitas, pensei no que o povo gosta e como eu poderia oferecer isso.

Pois bem, não é preciso contratar uma empresa de pesquisa para saber que o povo gosta é de sacanagem, de baixaria. Por isso, resolvi fazer um ensaio de nu artístico para colocar no blog. Agora as mulheres podem ver o que tentavam adivinhar sob minhas sempre elegantes roupas e os homens vão precisar de muita convicção para não serem tocados por um desejo estranho.

Nobody visit my blog, so I decided to do anything to change this anonymity into success. This is me without clothes and fears, completely open.




 

segunda-feira, setembro 24, 2007

segunda-feira, setembro 10, 2007